análise das alternativas de arquiteturas para a integração de dados
Neste artigo será mostrado uma análise das alternativas de arquiteturas para a integração de dados.
A qualidade de dados vem crescendo
em criticidade à medida que muitas organizações compreendem que as graves
dificuldades em alavancar seu negócio são oriundas dessa deformidade. A
ausência de uma fundação sólida de dados mina o alcance de níveis adequados de
desempenho, transparência e agilidade dos processos organizacionais.
Nesse cenário de não qualidade,
áreas usuárias e de TI dissipam grande quantidade de energia para responder ao
negócio. De um lado, as primeiras manuseiam grandes quantidades de dados para
obterem seus indicadores de negócio e disponibilizarem em apresentações
agradáveis. No outro extremo, a área de TI fica afogada na geração de dados sob
demanda para apoiar os usuários e, principalmente, em responder o porquê das
inconsistências nos dados.
Qualidade de dados é um tema
complexo que compreende um conjunto de elementos que devem ser combinados
harmoniosamente para, então, aprimorar o modo de como os dados são tratados e
compreendidos. Dentre esses elementos, em uma visão macro, temos:
·
Políticas
de Qualidade e Segurança de Dados;
·
Processos
de Garantia de Qualidade de Dados;
·
Processos
de Segurança de Dados;
·
Competências
e Comportamentos em prol da Qualidade de Dados;
·
Recursos
sistêmicos e ferramentas, entre outros.
Como componente dos Recursos
Sistêmicos, a Integração de Dados cumpre o importante objetivo de entregar
dados íntegros ao negócio por meio da adoção conjunta de práticas, ferramentas
e uma arquitetura. Está última abordada a seguir.
Arquiteturas de Integração de Dados: Conceitos e Características
Uma arquitetura de integração
representa uma abordagem ou técnica, independente de tecnologia, cujo papel é
estabelecer os formatos, mecanismos e a latência com a qual os dados serão
disponibilizados dentro da organização.
Selecionar a arquitetura – ou
arquiteturas –, dentre as possíveis, exige da organização o conhecimento prévio
das necessidades e requisitos de seu negócio para garantir o alinhamento do
processo de escolha à visão estratégica. Como exemplo, uma organização que está
considerando atender processos de gestão com baixíssima latência de dados deve
estabelecer como uma das necessidades uma integração em real-time.
As arquiteturas abordadas nesse
trabalho são:
· Consolidação de Dados;
· Virtualização de Dados;
· Propagação de Dados;
·
Serviços
de Dados.
Consolidação de Dados
Nessa técnica, os dados são
capturados de múltiplas origens – na maioria dos casos em procedimentos batch com intervalos programados –, tratados e
integrados em um repositório único, conforme esboço da figura 1. Essa,
inclusive, ainda é a abordagem mais utilizada para a geração do Data Warehouse Corporativo, mas também aparece
como opção para a criação um “canal ou camada” de dados capaz de servir a
sistemas de informação de diferentes finalidades.

Figura 1 – Arquitetura de Consolidação dos Dados e as Tecnologias que a apóiam.
A vantagem dessa técnica está na
possibilidade de tratamento – reestruturação, reconciliação, limpeza,
agregação, etc. – de grandes volumes de dados durante o fluxo de dados das
origens ao repositório consolidador sendo, portanto, ideal para organizações
com consideráveis problemas na qualidade de seus dados. O suporte desse
processo, por outro lado, requer capacidade computacional, banda de rede e
espaço de armazenamento determinados diretamente pelo volume trafegado e um
método de estruturação dos dados no repositório. Ainda, seu estilo apresenta
certa dificuldade para atender necessidades de integração em real-time.
A tecnologia de ETL é
tradicionalmente aplicada nos processos de consolidação de dados estruturados,
enquanto a tecnologia de ECM foca no trato de dados não estruturados como
documentos diversos e páginas Web.
Virtualização de Dados
Também referenciada como Federação
de Dados, essa técnica provê uma visão –snapshot
– integrada dos dados correntes por meio de um mecanismo – tecnologia de EII
–que captura e manipula os dados diretamente a partir das bases de origens –
ver esboço figura 2.
Como toda manipulação ocorre em
tempo de execução, não há a sobrecarga e custos relativos a um repositório
permanente, somente é necessário conhecer as origens dos dados. Por outro lado,
esse mesmo fato impede que essa técnica seja utiliza em situações cujo nível de
qualidade dos dados seja problemático, pois há o potencial impacto sobre o
tempo de resposta devido ao aumento da concorrência sobre as bases de origem.

Figura
2 – Arquitetura de
Virtualização dos Dados e as Tecnologias que a apóiam.
Propagação de Dados
Essa técnica realiza uma operação
de cópia de dados de um local para outro que pode ocorrer de maneira assíncrona
ou síncrona – ver esboço na figura 3. Por ser orientada a evento –
diferentemente das supracitadas –, esta pode ser aplicada às necessidades de
tráfego de dados em real-time ou quase.
Outro ponto relevante da técnica recai no seu uso em movimentações
bidirecionais, em procedimentos de backups incrementais
e no balanceamento da carga de trabalho.
A forma de implantação e a
tecnologia empregada determinam o desempenho e a capacidade de tratamento dos
dados. Enquanto as tecnologias de EDR e R-ETL – centradas
em dado – oferecem maior capacidade no tratamento de grande volume de dados, a
tecnologia de EAI, centrada na troca de mensagens, viabiliza o tráfego
bidirecional de pequenas porções de dados entre dois pontos e, por essa
característica, é muito utilizada na integração de sistemas legados e ERP.

Figura 3 – Arquitetura de Propagação de Dados e as Tecnologias que a apóiam.

Figura 3 – Arquitetura de Propagação de Dados e as Tecnologias que a apóiam.
Serviços de Dados
Essa arquitetura oferece uma forma
de consumo de dados diferente das utilizadas até o momento. Viabilizada pelo
SOA – Service Oriented Application –,
sistemas de informação e dados perdem o forte acoplamento, isto é, os primeiros
passam a consumir os dados que necessita por meio de solicitações a uma camada
de serviços e não mais pelo acesso direto aos bancos de dados.
Figura
4 – Arquitetura de
consumo de Dados via SOA.
Além disso, essa camada de serviços
– onde cada serviço representa uma porção discreta de funcionalidades
empacotadas de maneira modular e distribuída – proporciona a construção e
manutenção mais rápida de sistemas de informação por meio da composição de
serviços – mashups. Basicamente, há uma
camada de serviços que atende às solicitações dos sistemas de informação,
enquanto outra camada interage com os bancos de dados, conforme ilustrado na
figura 4 acima.
Essa segunda camada contém os
Serviços de Dados – ou Data Services –
responsáveis por desempenhar o acesso e a integração dos dados, encapsulando a
lógica que une as estruturas físicas de dados o que alavanca a consistência e
reuso dos dados. Esses serviços podem ser utilizados uma variedade de
finalidades como: sincronização de dados, virtualização de dados, transformação
de dados, entre outros.
Fornecedores de Ferramentas: Segmento em Ebulição
A integração dos dados,
historicamente, tem sido construída de maneira fragmentada por meio da
utilização de ferramentas e, principalmente, de códigos customizados. Essas
ferramentas, até pouco tempo, apresentavam uma natureza de propósito ou
finalidade única no que se refere ao estilo de integração e funcionalidades de
qualidade dados suportados – por exemplo, uma ferramenta de ETL somente
realizava as capturas batch – a um custo considerado elevado.

Figura 5 – Posição da capacidade dos fornecedores de ferramentas de Integração de Dados (FEINBERG, 2008)
O movimento de reconhecimento da
importância dos dados dentro do cenário dos negócios vem pressionando os
fornecedores na expansão de suas ferramentas de integração através da convergência
e consolidação de funcionalidades para diferentes arquiteturas de integração,
mas com uma forte tendência para a parte de SOA. A figura 5 acima ilustra o
momento atual dos fornecedores dentro desse movimento.
Conclusão
Muitas organizações vêm observando que a qualidade dos seus dados é fundamental
não somente para sua agilidade operacional, mas, sobretudo para satisfazer seus
clientes. Essa propriedade, muito além da mera limpeza de dados e correções em
sistemas de informação, exige uma visão corporativa que fortaleça o trabalho
realmente cooperativo entre áreas de negócio e de TI e o foco na questão do
gerenciamento dos metadados – o fundamento de qualquer iniciativa para a
integração de dados.
Componente dessa propriedade, a integração de dados cumpre o importante papel
de melhorar o nível de integridade dos dados da organização dentro do âmbito
interno, bem como nos pontos de contato a outras organizações. Como a
integração agrega valor corporativo, uma estratégia deve ser estabelecida para
alinhar essa iniciativa à visão requerida pelo negócio para, dessa maneira,
evitar à geração de uma solução cujo foco recaia sobre as idiossincrasias de
problema um particular ou mesmo na consideração pura e simples de questões
técnicas ou de custo/esforço.
Leia mais em: Uma análise das alternativas de arquiteturas para a integração de dados http://www.devmedia.com.br/uma-analise-das-alternativas-de-arquiteturas-para-a-integracao-de-dados/9240#ixzz30ZpykWEs
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